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Chorar ou vender lenços: Qual a sua opção?

Não é segredo dizer que o brasileiro tem uma capacidade ímpar de empreender. Quer alguns exemplos? Sempre que estamos parados no semáforo, em um dia de calor intenso, imediatamente percebemos um grupo de ambulantes, passando de carro em carro, com aquela água mineral geladinha armazenada em caixas de isopor. Basta o tempo fechar e a chuva começar a cair que, em questão de minutos, esses mesmos vendedores aparecem no sinal vendendo guarda-chuva no lugar da água.

Nesses tempos de pandemia, o potencial empreendedor do brasileiro ficou ainda mais acentuado. Dados do Portal do Empreendedor revelam que o registro de novos microempreendedores individuais (MEIs) não perdeu força na quarentena, tanto que o Brasil chegou à marca de 10,2 milhões de MEIs no final de maio, [mais de 327 mil pessoas se formalizaram desde meados de março, quando o coronavírus por aqui chegou]. Os especialistas dizem que essa tendência deve continuar devido aos impactos econômicos da Covid-19. Por isso, o chamado empreendedorismo inicial tem tudo para atingir uma marca histórica em nosso país este ano, com um em cada quatro brasileiros envolvidos na abertura de um negócio.

No setor de alimentação fora do lar, por exemplo, muitos micro- empresários, que sequer imaginavam trabalhar com delivery, foram obrigados a implementá-lo, como única forma de sobrevivência, o que não deixa de ser uma maneira de empreender. O mesmo caminho foi traçado por inúmeros trabalhadores que, após perderem seus empregos formais, encontraram neste segmento do qual faço a parte a chance de subsistência. Prova disso é o crescimento vertiginoso do número de entregadores de aplicativos de entrega, atraídos pela expansão do delivery de alimentos. Para vocês terem uma ideia, somente o aplicativo 99Food contabilizou aumento de pedidos de aproximadamente de 20% em Belo Horizonte, só na primeira semana de quarentena, entre 20 e 30 de março.

O que me deixa feliz é saber que, mesmo diante de uma economia estagnada, mais uma vez constato o quanto as crises podem trazer oportunidades, independentemente de quais sejam elas. Exemplos temos aos montes. Não apenas dos que citei acima como vários outros de pessoas que vêm se desenvolvendo, tentando agregar novas possibilidades em seus negócios ou simplesmente se redescobrindo.

E essa ‘onda’ de reinvenções atinge, também, os meganegócios. As lives culturais e os shows em drive-in organizadas por grandes marcas estão aí para não me deixarem mentir.

É óbvio que se pudéssemos escolher não optaríamos por criar/investir em novos negócios neste cenário de tantas perdas. Porém não podemos deixar esse barco de oportunidades passar sem ao menos tentarmos navegar. Por isso, ao invés de lamentarmos, cabe a nós escolher entre chorar ou vender lenços. Qual a sua opção?

Ricardo Rodrigues – Presidente ABRASEL-MG e Coordenador da Frente da Gastronomia Mineira

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