mg.abra

Vários veículos de imprensa noticiaram ontem que a Caixa Econômica Federal já concedeu R$ 1 bilhão em empréstimos por meio do Pronampe, linha de crédito emergencial apoiada pelo governo federal para empresas de pequeno e médio portes.

Segundo o banco estatal, mais de 16 mil empresas fecharam negócio com a Caixa desde meados de junho, data do início da operação da linha que tem condições distintas de prazo e taxas de juros, além de garantias pelo governo federal, para apoiar empresas e empreendedores individuais afetados pelos efeitos econômicos da pandemia do coronavírus.

Esta notícia chega até mim com uma ponta de alento e esperança, principalmente porque o Pronampe tem a taxa de juros anual equivalente à Selic, mais 1,25% ao ano. Além disso, o período de reembolso é de até 3 anos (36 meses) e há um período de carência de 8 meses para iniciar o pagamento do financiamento, que é de 26 meses.

Outro fato interessante sobre essa linha de crédito é que o dinheiro gerado por empréstimos a micro e pequenas empresas pode ser usado para comprar equipamentos e reformas. Também pode ser direcionado para pagamento de salários, contas de água, energia elétrica e demais despesas. Em outras palavras: o negócio de crédito é revertido tanto para investimento quanto capital de giro.

É válido destacar ainda que este auxílio do Governo Federal contribui para diminuir o desemprego causado pela pandemia. Isso porque as micro e pequenas empresas que solicitarem a linha de crédito devem manter o número de funcionários por, no mínimo, 60 dias após a assinatura do contrato. Em caso de demissões, as empresas devem contratar, imediatamente, a mesma quantidade dispensada, ou seja, a estratégia tem efeito holístico.

Tal medida nos dá um pouco mais de subsídios para sobrevivermos até a reabertura, apesar de hoje já estarmos com cerca de 25% do nosso mercado dizimado.

Se você que agora lê esse texto acredita que a linha de crédito aqui citada é confiável, quero lhe dizer que a ABRASEL tem um contato direto na Caixa Econômica Federal para orientar os associados. Na semana passada, inclusive, tivemos uma live com a superintendência da CEF, fundamental para entendermos o funcionamento do programa.

O que precisamos a partir de agora é de doses generosas de bom senso e empatia do banco ao analisar os pedidos por crédito e não reprová-los por motivos pífios. Vale lembrar que neste cenário de recessão em que estamos vivendo, é compreensível o fato de estarmos, por exemplo, com impostos ou duplicatas atrasadas. Vale lembrar também que essa, talvez, seja uma luz que aparece no fim do túnel. A única que conseguimos enxergar no momento.

Comentários