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Novembro chega com uma conquista inédita para BH: a capital mineira acaba de receber o título de Cidade Criativa da Gastronomia, concedido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). As Cidades Criativas, segundo o órgão, são aquelas que trazem uma contribuição para alcançar desenvolvimento sustentável por meio de pensamento e ação inovadores.

Mas antes de comemorar [temos muito o que comemorar!], acho importantíssimo compartilhar com você, caro leitor, os motivos pelos quais nossa amada cidade mereceu essa vitória.

O primeiro deles está na nossa própria cozinha, que é singular. A gastronomia, o cozinhar e a cultura dos saberes e sabores de Minas, definitivamente, fazem parte da vida do mineiro. Não quero omitir nossas origens na cozinha portuguesa, mas fato é que desde a segunda metade do século XVIII, Minas Gerais desenvolveu uma culinária autêntica e isso é o que nos diferencia de outros polos gastronômicos do país.

O segundo fator que nos torna aptos para esta importante conquista é o fato dos bares e restaurantes da capital estarem no seu melhor momento. Em 2017, BH já havia se candidatado a este prêmio de Cidade Criativa, mas na época não estávamos tão preparados. Passados dois anos, o cenário é outro: todos os profissionais envolvidos na cadeia produtiva da nossa gastronomia estão mais maduros e dispostos a compartilhar suas criações.

Há sinergia, também, entre os diversos setores e o Poder Público. Prova disso é que, sob a coordenação da Belotur, representada por seu presidente Gilberto Castro, somada à participação de várias outras entidades e personalidades ligadas a gastronomia, construímos um dossiê sobre as potencialidades de BH [enviado a UNESCO], que mais que um simples documento digital, tem sabor e cheiro. Reflete a realidade e o calor que Minas tem de acolher. Mostramos quem somos e, principalmente, como fazemos.

Este título traz para BH uma troca de experiências e integração com quase 250 cidades do mundo inteiro que a UNESCO já reconheceu como criativas em outros segmentos. Poderemos dar e receber informação, além de adquirir boas práticas daqueles que já possuem essa chancela.

Por fim, é importante destacar ainda que muitos turistas internacionais utilizam as cidades criativas da UNESCO como referência para elaborar guias de turismo. Isso significa que, a partir da valorização de nossa gastronomia, começaremos a fazer parte de uma rede de disseminação dos nossos atrativos em nível internacional.

O futuro parece já ter chegado para nós! Viva BH, seu povo, sua história e, principalmente, sua cozinha.

Ricardo Rodrigues – Presidente ABRASEL-MG e Coordenador da Frente da Gastronomia Mineira

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