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ABRASEL-MG pede à PBH que restaurantes sejam incluídos no grupo de serviços de essenciais; Entenda os motivos

Em ofício enviado à prefeitura, entidade solicita que estabelecimentos reabram entre 11h e 15h e assim possam oferecer almoço em local digno a trabalhadores que precisam sair de casa em razão da essencialidade de seu ofício

A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes de Minas Gerais (ABRASEL-MG) enviou nessa terça-feira (9) ofício à prefeitura de Belo Horizonte solicitando que os restaurantes sejam incluídos no grupo de serviços essenciais e, com isso, fiquem autorizados a reabrirem para almoço, entre 11h e 15h, mas sem a venda de bebidas alcoólicas. O setor de alimentação fora do lar da capital mineira está proibido de funcionar para consumo no local desde às 14h do último sábado (6), quando o prefeito Alexandre Kalil (PSB) anunciou o fechamento das atividades comerciais não essenciais da cidade pela quarta vez para conter o avanço da Covid-19, cujos índices voltaram a subir no município.

Entre as justificativas para o pedido, a ABRASEL-MG alega ser fundamental o oferecimento das refeições em local digno aos trabalhadores que precisam sair de casa em razão da essencialidade de seu ofício, entre eles os profissionais de saúde, dos supermercados, de serviços contábeis e outros serviços essenciais.

O documento, direcionado a Kalil e ao Secretário Adjunto de Planejamento, Orçamento e Gestão, Jean Mattos Duarte, também pontua que a reabertura não provocará um aumento na circulação de pessoas nas ruas, visto que os trabalhadores dos restaurantes já estarão nos estabelecimentos para operação de delivery e aqueles dos serviços essenciais também já estão nas ruas. “Entendemos como imprescindíveis os cuidados com os colaboradores e consumidores do setor, bem como com toda a sociedade em razão da crise pandêmica da Covid-19. Por outro lado, ao vedar o consumo no local [de alimentos] no horário do almoço, a prefeitura expõe ao risco de contágio, demasiadamente, todos os trabalhadores que ainda continuam no exercício de suas profissões, na medida em que não terão um local limpo e adequado para se alimentarem”, pontua o presidente da ABRASEL em Minas Gerais, Matheus Daniel.

Ainda segundo Matheus, essa medida, além de atender os trabalhadores essenciais, minimizaria o impacto econômico de um novo e brusco fechamento do setor. “Fomos comunicados [sobre o fechamento] com menos de 24h, em uma sexta-feira. Os restaurantes já estavam estocados com produtos perecíveis que se perderão”, destaca.

Números alarmantes

Segundo pesquisa inédita realizada pela ABRASEL no estado de Minas Gerais, entre os dias 11 e 18 de fevereiro, 73% dos estabelecimentos do setor fecharam janeiro no vermelho. Quase 90% deles funcionam sob novas restrições dos municípios ou do governo do estado.

Quando a situação é o endividamento, o quadro também é alarmante: 66% das empresas de alimentação fora do lar têm pagamentos em atraso e quase 70% delas devem o Simples Nacional. Dívidas com aluguel atingem mais da metade. Mais de 60% dos estabelecimentos já recorreu a empréstimos durante a crise. Para 65% deles, inclusive, a carência já venceu.

Outro dado que assusta refere-se à queda no faturamento: 31,7% das empresas de alimentação fora do lar no estado que faturam até R$ 35 mil mensais tiveram queda na receita em janeiro deste ano ante 15,6% no mesmo período do ano passado.

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