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A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes -MG não concorda com a decisão da Prefeitura de Belo Horizonte de fechar novamente os bares e restaurantes de Belo Horizonte. A entidade entende a gravidade da situação, reafirma que os restaurantes devem seguir os protocolos de segurança, mas que milhares de famílias dependem desses empregos.

De acordo com o presidente da entidade, Matheus Daniel, a prefeitura teve nove meses para preparar a cidade para a pandemia do COVID-19, prometendo 729 leitos de UTI. Chegou a ter 424 leitos e agora tem menos de 250.

“O prefeito Alexandre kalil não deveria ter acreditado que a pandemia tinha acabado, os leitos deveriam ter sido mantidos mobilizados e com os profissionais contratados. Foi irresponsabilidade da prefeitura dispensar os profissionais sem ter a certeza do fim da pandemia e agora quer cobrar a conta de quem não é o culpado”, diz.

A prefeitura essa semana emitiu as guias de IPTU de 2021 com vencimento em 21 de janeiro e logo em seguida decreta o fechamento dos bares e restaurantes. “Eu já não consigo pagar os salários dos meus funcionários e as famílias deles e a minha dependem do meu restaurante, como é que o prefeito quer que eu pague o IPTU?” pergunta um dono de restaurante.

A associação informa que as fiscalizações são constantes somente em determinadas regiões e somente nos empreendimentos e considera que deveriam ser constantes em todos os locais da cidade para que se contenham as aglomerações. “A PBH criou uma lei que obriga o uso de máscara por todos, mas não houve nem 100 multas aplicadas e a todo momento se vê pessoas sem o acessório obrigatório pela cidade. Essas mesmas pessoas que não usam a máscara são parte das que causam aglomerações, mas se tivessem sido punidas e sentissem no bolso talvez mudassem seu comportamento. Os bares que não cumprem os protocolos devem ser multados, assim como as pessoas que também não cumprem suas obrigações.”

Os bares e restaurantes foram proibidos de vender bebidas alcóolicas desde 7 de dezembro com o intuito de abaixar a contaminação, e os índices não melhoraram. Isso mostra que a prefeitura está atacando o problema de forma errada justamente por não dialogar com o setor produtivo. “As pessoas continuam se aglomerando em locais que a fiscalização não tem acesso, os bares e restaurantes que seguem os protocolos poderiam ser mantidos abertos. Nesses locais as pessoas se comportam adequadamente, pois ali há regras a serem seguidas. Os bares e restaurantes podem fazer parte da solução, os que seguem os protocolos não são culpados”, finaliza o presidente.

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